Na lembrança dos meus namoros, tristeza e maravilha

Há quem culpe a balança por não conseguir encontrar um namorado ou uma namorada. E não vou mentir… Nosso peso interfere, e muito, na hora da paquera. Mas se engana quem pensa que a solução é se fazer de coitado ou optar por um regime. Você é quem você é: o negócio é fugir das “ficadas” e conquistar corações.

Quando paro para analisar minha vida sentimental, lembro do quanto fui rejeitada por garotos que hoje julgo tolos ou imaturos o suficiente para me ferir na hora de me descartar. Não me lembro de nenhum que tenha dito: “Não vai rolar”, com o cuidado de não machucar meu coração. Ao mesmo tempo, outros me fizeram sentir especial, amada  e cuidada, com carinho, declarações, músicas e poesias. Neste embaralho de sensações, me vejo com um passado de frustração e alegria, decepção e calmaria, tristeza e maravilha, mas principalmente, de muito aprendizado.

O primeiro selinho: conto de fadas

Os dois eram fofinhos. Eu tinha nove anos e ele era da minha sala. Nesta fase, eu já demonstrava ser uma garota de atitude: escrevi uma carta dizendo o quanto o achava lindo e ele me convidou para tomar um sorvete. O selinho teve sabor de limão. Nunca vou esquecer.

O primeiro beijão: frustração

Tínhamos cerca de 11 anos e, na minha opinião, ele era o mais bonitinho da sala. Eu o olhava diferente e ele veio tirar a dúvida: “Carla, você gosta de mim?” Eu achava que sim e foi o que respondi. Dias depois, ele marcou a reunião de um trabalho em grupo, mas “esqueceu” de avisar os demais integrantes. Fui para a casa dele depois da aula, ainda de uniforme. O primeiro beijo rolou e no final ele falou: “Você é linda, adoro você, mas não conta pra ninguém, tá?” Como eu falo mais que a boca, contei para as duas melhores amigas, a prima de 5º grau que estudava na mesma sala, um colega/vizinho de “confiança”, e por aí vai. No final das contas, ele negou a ficada e nunca mais olhou na minha cara por eu ter revelado nosso “segredo”.

A primeira paixão: desprezo

Foi paixão à primeira vista. Mesmo. Eu o vi chegando, logo no primeiro dia de aula, e fiquei encantada. Nos dias seguintes, conheci o tal do friozinho na barriga. Ansiedade para encontrá-lo. Suspense: será que ele vai me cumprimentar? Minhas mãos suavam quando ele chegava perto e só me lembro dos flashes das conversas, em que eu só falava besteiras. Eu não soube disfarçar. Com o tempo, a sala inteira descobriu. Eu tinha 13 anos e ele estava com 15.

Foram quase dois anos de procura na porta de entrada da escola, no pátio e até nos vagões do metrô. Era nele que eu pensava quando ouvia as canções de Sandy & Jr. e KLB no discman.Alguns dos amigos dele riam de mim, toda desconcertada. Outros sentiam compaixão. Ele nunca cogitou a possibilidade de nos aproximarmos. Nesta fase eu era obesa e usava blusas de moletom para me esconder.

Nova paixão que parecia não ter fim: realização

Dos 15 até o final dos 17 anos, fiquei com esse cara na cabeça. Eu cresci e não olhava mais para os garotos. Eu o vi beijando uma amiga e mesmo assim não deixei de pensar nele. O tempo passava e eu achava que ele não morava mais em mim, até que o encontrava e o coração vinha parar na boca. Ele acompanhou minhas transformações.

Emagreci, aprendi como usar a chapinha, mudei as cores e os cortes do cabelo. Deixei de usar moletom para sair com jeans, blusinhas, botas e me atrever a usar um brinco diferente. Descobri a maquiagem. No dia em que ele me elogiou, não pude nem me iludir, pois além de falar com um tom de amigão, ainda soube que ele estava namorando.

Em 2008, seis anos depois, quando eu já era até mamãe, combinamos de sair. Eu já não sentia mais nada, mas achei que fosse importante para mim dizer que “consegui” ficar com o cara que tanto desejei.

Meu primeiro namorado: ele ainda não me esqueceu!

Eu insistia em chamar o Dannye de Dandão. Era uma forma carinhosa e orgulhosa de dizer: “Ei, tenho um namoradão. Eu também posso ser feliz”. Ele era um chefe bastante paquerado, mas achei que poderia tê-lo só para mim, então, entre beijos, o pedi em namoro. Durou apenas um ano, mas mantemos contato até hoje, porque nos restaram lembranças ótimas e um forte laço de amizade.

Naquele período, eu deixei os remédios de emagrecimento de lado, porque queria saborear uma bela fatia de picanha e me deliciar em rodízios de pizza na companhia dele. Engordei e ele não se importou. Hoje em dia estou ainda mais gorda, o que não o impede de me admirar. “Gosto muito do seu astral e te acho linda. Você é um espetáculo”, ele costuma me dizer. Eu usava roupas coloridas, me achava a moderninha…

Eu e o “Dandão”: engordei, tive filho, e a admiração não deixa de existir (Foto: Arquivo Pessoal)

Meu segundo namorado: engordamos juntos

Eu era gordinha e o Eric era gordinho quando nos conhecemos. Começamos a namorar e nossa principal distração era conversar durante um belo jantar. Engravidei e essas refeições começaram a ficar maiores e mais frequentes. De batas e saias de elástico na cintura, lá ia eu para o fondue, para o restaurante japonês, mexicano, fast-food… Juntos, engordamos ainda mais, mas o desejo de um pelo outro nunca foi abalado pelas nossas gordurinhas.

Eu, grávida de nove meses, sentindo-me amada; ao lado, horas após o nascimento do nosso filho, com os dois bem cheinhos (Fotos: Arquivo Pessoal)

Meu terceiro namorado: assunto “peso” nunca veio à tona

Tudo levava a crer que a minha relação com Bernard ia dar certo, mas eu estava apaixonada por um pequeno ser de um ano e meio chamado Lucas Manso – meu filho – e não consegui me dedicar tanto quanto deveria a ele. Eu usava roupinhas sociais nas saídas ao cinema, restaurante e encontro de amigos. Os dois estavam um pouco acima do peso, mas nunca falamos sobre o assunto. Ele é um pouco mais velho e bastante centrado. Não havia ciúme ou cobrança. Somos amigos e tenho grande admiração pelo “B”, forma como eu e o meu filho o chamamos.

Eu e o “B”: peso nunca foi assunto durante o namoro (Foto: Arquivo Pessoal)

A lição que o tempo me ensinou

Por que eu sofri tanto quando mais nova e depois, mais velha, o peso deixou de ser um obstáculo na hora da “conquista”? (Ui!) Porque, no decorrer dos anos, eu mudei o meu olhar. Passei a me interessar pelos mais “compatíveis” (gordinhos), que me fizessem sentir acolhida.

Além disso, determino perfis que combinam comigo e só me aproximo de homens mais experientes, que costumam procurar mulheres que trabalhem, sejam independentes e determinadas. Afinal, eu envelheci e minha vida mudou de 8 para 80 com a maternidade.

Hoje estou solteira porque sou seletiva demais. Penso em mim e no meu filho antes de me envolver, já que transfiro todos os meus sentimentos para ele no nosso contato diário.

Se você está em busca da felicidade – e não de apenas um momento de alegria -, descarte aquele que pensou duas vezes antes de te dar a mão para passear em um shopping. Não se permita ser o brinquedo de ninguém, porque o seu coração se machuca, enquanto o dele permanece intacto. Não ache que, só porque você é gordinha, ninguém te quer e você tem que sair com o primeiro que aparece. Valorize-se com belas peças, se solte, seja você, e corresponda com o olhar àquele que se interessar pelo seu jeito, pela seu bem-estar e pelas suas atividades.

É “difícil” ser paquerada em um bar, por exemplo, porque lá os homens costumam procurar as mulheres “gostosas” para uma noite e nada mais. Por isso, não faço questão de sair por aí e procurar um companheiro, mas confesso que é raro eu ficar sem um paquera.

A receita eu aprendi e ainda tenho que aprimorar, claro – sou muito nova -, mas o básico é demonstrar o amor-próprio com os cuidados mínimos de saúde, estética e visão de futuro, preencher a relação com papos que acrescentem e o mais importante: saber engolir sapos, sem fazer papel de idiota, equilíbrio difícil de encontrar.

Enquanto não volto a escutar o toque dos sinos, mergulho no mar de amor que o meu filho me proporciona com suas risadas e seu jeito único de descobrir o mundo. Quando alguém vier somar ainda mais à minha vida, admiraremos o Lucas – e eu creio em Deus que os nossos próximos filhos – juntos. Sem stress e sem cobrança.

Meus pés e os de meu filho na praia da Ilha Bela, no Litoral Norte de São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal)

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Sobre blogfatshion

Modelo Plus Size, empresária e dona de um amor próprio que não tem tamanho, Carla Manso une o útil ao agradável ao escrever sobre moda para quem sonha em ser exatamente o que é.
Esta entrada foi publicada em Namoro, Noias. ligação permanente.

51 respostas a Na lembrança dos meus namoros, tristeza e maravilha

  1. CAROL diz:

    Olá querida, adoro suas cronicas viu!
    Me emocionei com essa ultima foto, seus pés e do seu filho numa canga de praia!
    Tb sou gordinha e isso nunca me impediu de ficar com qm eu quisesse!
    Um bju e parabéns pelo seu trabalho!

  2. Rê Saro diz:

    Carla, AAAAAMMMMMOOOOO o que vc escreve! o seu astral é nota 1.000.000.000!!!!!!
    Conheço bem as situações das quais vc escreve pq tive uma irmã que tb era obesa e sei o qt ela sofreu qd mais nova, já briguei muito com as pessoas por causa dela. Mas infelizmente o mundo é preconceituoso e deveriam existir mais pessoas como vc, pessoas que sabem REALMENTE o seu valor! Tenho a certeza de que tudo fica mais fácil quando conseguimos nos amar! Escreva muito, sempre, sempre, sempre! bjinhos no Lucas e parabéns pela mãe que vc é!

  3. ANNABELLA diz:

    Incrível a sua coragem de expor a sua vida. Belas palavras.

  4. Marinice Silveira dos Santos diz:

    Carla! Que texto maravilhoso! A cada dia que passa, aprendo a me valorizar mais com suas palavras! Te admiro pra caramba! Beijos!!

  5. ceceu diz:

    Adorei sua vida amarosa, eu engordei após a gravidez e não conseguir perde esse peso até hoje, minha filha já tem três anos e confesso q nunca tive problemas em relação a paquera, pois minha auto estima esta sempre em alta. Hoje eu sou casada e mesmo assim onde eu vou rola sempre um engracadinho rsrsrsr. O importante é ser feliz. Bjs vc é dez.

  6. Carina diz:

    Carla, suas matérias são sempre cheias de atitude e conteúdo! Apesar de não ser gordinha ( mas estar insatisfeita com meu corpo ), adoro tudo o que vc escreve. Parabéns! 🙂

  7. Louise Zaffalon diz:

    acho que eu econtrei esse equilibrio… =)

  8. Alyne diz:

    Muito lindo esse post, Carla! SEMPRE leio o blog, mas raramente comento (sorry)! Gosto muito dessa iniciativa! Você é linda!

  9. anabelle diz:

    Fico impressionada todas as vezes que leio seus textos…é como se estivessem falando sobre mim.
    Experiências sentimentais são sempre complicdas,sejamos gordinhos ou não.O mais importante como você bem ressaltou é manter-se equilibrada,ciente de quem se é.
    beijos!! adooooooro vc!!

  10. Marina diz:

    Lembro-me de um rapaz que estudava comigo na oitava série e quando ele soube pelas minhas amigas que eu gostava dele, respondeu: aquela gorda gosta de mim? credo. Nunca me esqueci disto. Hoje eu vejo o otário que ele era. Passaram-se 21 anos. Emagreci e engordei várias vezes. Casei e estou feliz, com meus 12 kilos a mais na balança. Cansei de me importar com o que os outros falam.

  11. carla diz:

    oi!!!

    amei a matéria ou post…sei lá!

    tenho uma amiga que não se permite namorar ou conhecer caras legais por causa das gordurinhas a mais. vc mostrou que é possível e que isso depende dela mesma…

    parabéns pelo seu modo se pensar e ver a vida…

    bjinho!

  12. Rita diz:

    Adorei, voce escreve muito bem e encanta. Escreve um livro, por favor , rsrs. Agora conta as estorias do lucas com voce. Parabensssss

  13. Carl Dias diz:

    Interessante sua narrativa e um tanto quanto emocionante se pensarmos que esta narrativa é sua vida. Nunca pensei que ler sobre a vida de alguem me fizesse sentir e pensar coisas sobre a vida. Sou gordo. Muitos dizem que não. Mas eu digo que sim. Apesar de não ter barriga, ter rosto fino, eu sou gordo. Sei tudo o que você relatou, pois vivi algo parecido. Mas ao contrario de você eu prefiro não buscar mais ninguem. Ao contrario de você eu só espero poder viver só e sem me preocupar mais com nada.

    É o preço pela gordura…

    PS.: belas fotos. Espero que seu filho seja magro e não passe por metade do que ja passei. Homem gordo é dificil… Suceso, sucesso, sucesso

  14. QUELI diz:

    Olá Carla, td bem?

    adorei seus comentários, e me identifico em quase tudo com você, com a diferença que ainda não tenho filhos, e admiro a sua coragem de postar tudo sobre a sua vida.

    Beijos…

  15. Alexandre diz:

    Olá Carla, adorei sua reportagem. Eu também sou gordinho, mas acredito que as mulheres acabam se sentindo pior em relação a isso do que os homens. Na minha vida, nunca me atrapalhou em nada o fato de ser gordinho. Eu sempre tive muitos casos amorosos, e estou na minha segunda namorada. A primeira durou 3 anos e meio e a de agora, já estamos juntos há 8 meses. Eu nunca tive nenhum tipo de “encanação”, saia, paquerava, chegava junto nas mulheres que eu queria, claro que aquilo que você diz, que por ser gordinho as pessoas te olham por outro lado, mas eu sempre brinco que os gordinhos são muito mais gente boa, e muito mais felizes. Sempre tive um bom humor incrível e sempre me dei bem por isso. Mas em relacionamentos nunca tive problema. Tenho 25 anos sou loiro, tenho olhos verdes, 1,73 de altura e 112 kg. Minha namorada é tem 22 anos, é modelo, linda, loira de olho azul, 1,72 m, 52 kg. É engraçado, porque em todos os lugares que vamos, eu sempre ouço piadinhas e comentários maldosos a meu respeito e do dela, por que sou “fora do padrão” e ela é maravilhosa, as pessoas acho que tem inveja, ou não nos veem como pessoas normais, que podem amar ou ser amadas. Eu já ouvi comentários do tipo, esse cara deve ter dinheiro e tal…acho tudo ridículo, mas acabo me divertindo em relação a isso. Tudo isso, porque o fato de ser gordo não me incomoda. Mas eu acho que isso varia de pessoa para pessoa, minha irmã também é gordinha e ela é muito encanada em relação a isso, ela já sofre muito.

  16. Thiago diz:

    Carla, ja falei uma vez aqui mesmo e vou falar de novo: estou apaixonado por vc, menina. Inteligente, bonita, “dona de si”, vc é fantastica. Beijão.

  17. Dannye diz:

    Muito bacana a reportagem!!!! Parabéns linda.

  18. Augusto diz:

    Oi Carla!

    Admiro muito você, pela forma franca e ao mesmo tempo leve de escrever.

    Além disso, acho você muito linda e muito sexy, se me permite dizer.

    Sou casado, não sou gordinho (tenho 1,79m e 82 kg), mas minha esposa sim, e ela é muito linda também, é loira como você.

    Acho que preconceito contra gordinhas é a maior besteira, se soubessem o quanto é bom…rsrsrs

    bjos e continue assim, linda e animada!

    Augusto

  19. Ana diz:

    Oi, Carla.
    Sobre o post… eu tb sou gordinha… e tenho muita dificuldade em encontrar alguém. Namorei por muito tempo, e agora que estou solteira, vejo que os homens não olham muito pra gente por estarmos acima do peso… mas eu tenho consciência de que os que nos olharem como somos, esses sim serão os caras que nos merecem…
    bjos

  20. Carolina Palmeira diz:

    Gostei muito do seu post, eu vivo no efeito sanfona e quando emagreço um pouco fico toda feliz, saio pra balada, me cuido mais, mas quando engordo fico deprimida, não quero sair nem ver ninguém e fico só em casa assistindo filmes e comendo besteiras. Pra mim é muito difícil aceitar o meu corpo, mas fico feliz e motivada de ver que você está muito bem com o seu e isso te deixa ainda mais linda.
    :*

  21. Natália de Freitas Coutinho diz:

    Tenho 30 anos e estou gostando de um cara de 34 anos que eu conheci pela internet… até pouco tempo eu tinha medo de ele não gostar de mim pelo fato de eu estar gordinha, mas agora nem esquento cabeça… já vi muita mulher magra não ter nada na cabeça!

  22. Débora diz:

    Parabéns pelo forma com que descreveu sua vida.
    Infelizmente a aparência é extremamente valorizada, não somente nos relacionamentos amorosos como também no mundo corporativo.
    Tenho uma amiga que sofreu muito com a obesidade na adolescência – acredito que a fase mais difícil.
    Eu no entanto, fui apaixonada com um namorado que estava acima do peso, não sei dizer se era obeso, entre nós nunca houve nenhum tipo de problema, eu msm nem me lembrava ou reparava, porém, era chegarmos em algum lugar ou até encontrarmos com amigos que os olhares eram “indiscretos”.

    Acredito que se você cuida da sua auto estima, boas coisas virão. Seja feliz e AME-SE!

  23. Jose Mauro Lopes diz:

    Seu post e babadeiro…parabens e continue assim sempre feliz e sendo amada

    Maurao

  24. Jack diz:

    Oi, CArla. Acompanho o blog desde o início.. Adoro viu!
    Mas, sem querer ser indiscreta, vc nao comentou pq acabou com o pai do Lucas…
    Bjs

  25. xxx diz:

    Um dos que me desprezou pelo peso foi o teu irmão. Ferida profunda, sempre ficará cicatriz. Graças a Deus, passado.

  26. Thuane diz:

    Oi Cá, posso te chamar assim? É que eu já me sinto meio que sua amiga. Adoro seus posts, e sinto como se vc estivesse falando diretamente comigo a cada leitura que faço, sabe? Me identifico muito com muitas coisas, além de eu ser “gordinha”, também tenho um filhote lindo, como imagino que seja o seu, fui mamãe com 16 anos, o que não foi fácil, e ainda não é, mas pouco tempo depois que meu bebê nasceu, “encontrei” meu amor, e acredito sim que é pra sempre, nós nos amamos e nos respeitamos, ele tbm é fofinho, mas ele ficou depois que começamos a namorar, rsrsrs. Enfim, espero que você encontre alguem que te ame do jeitinho que você é, pq vc é (pelo menos parece ser!) uma pessoa otima e super alto astral!
    Um xêro!

  27. Amanda diz:

    Nossa, incrivel como a sua vida tem pontos parecidos com a minha.
    Ate a parte do primeiro namorado, as experiências são idênticas..rs
    Tbm gostei muiiiiiiiito de um menino da minha escola, puro encantamento pelos olhos azuis turquesa que ele carregava. e mesmo quando o vi ficando com uma menina que eu era colega, continuei gostando. Tbm emagreci e cresci. Mudei roupas, cabelo, a vaidade cresceu e a auto estima também. Ao encontra-lo numa balada, o rapaz ficou chocado com a mudança e passou a noite toooooda andando atrás de mim..rsrs.
    Fiquei! Só pra provar do beijo que eu TANTO sonhei. Não teve o mesmo sabor.
    Tinha passado tempo demais, o encantamento tinha acabado.

    ADORO seus textos!
    Venho aqui sempre, e sempre me identifico.
    Parabéns pelo talento!

    Bjus,
    Amanda.

  28. Dannye - Dandão..rs diz:

    Gosto muito do seu astral e te acho linda. Você é um espetáculo…E sabe muito bem disso

  29. elaine diz:

    Olá querida Carla!
    Admiro muito você não só pela sua franqueza mas pelo seu modo de escrever que faz com que as pessoas se identifiquem … eu sou uma delas!!!
    Infelizmente grande parte das pessoas não sabem valorizar uma pessoa por suas atitudes e conteúdo… Mas mesmo assim, hoje em dia sempre busco alguem que se interesse pelo meu jeito, pelo meu bem-estar e pelas minhas atividades… Afinal, eu sou mais eu !!
    Continue com o otimo trabalho…
    Elaine

  30. Julio diz:

    Sempre visito seu site, adoro! Mas só agora tive corgem de escrever.

    Gostei muito quando você disse que em determindo momento passou a se interessar pelos mais “compatíveis”!

    É uma pena que a maioria das gordinhas não pensem assim.

    Bjs! e cada vez mais sucesso!

  31. Priscila Ribeiro diz:

    Carla….parabénssss pelos posts, pelo blog, e por mostrar ao mundo que…EIIII, GORDINHOS NÃO SÃO ETS, SERES MITOLOGICOS, COISAS QUE DÃO MEDO DE ESTAR JUNTOS! Nãooo…somos pessoas, e temos sentimentos. Me identifico com cada palavra sua, até algusn meses atras, se alguem dissesse, nossa vc daria uma modelo GG (como chamam aqui), eu ia me afunda em lagrimas, mas ontem uma colega de trabalho disse, vc naum pensou em ser modelo das gordas…sei lah se a intenção dela era ofender…mas sai por cima….e disse…Claroooo que jah pensei, imagina eu uma Plus size, que mara, hj em dia eh meu sonho…ela me olhou sem nenhuma reação!!! Quando tinha meus quatorze anos me apaixonei por um menino dois anos mais velho, ficamos juntos dois anos (ficamos) pq perto de mim ele ea uma coisa, mas tinha que ser escondido pq ele tinha vergonha, um dos melhores amigos dele virou meu melhor amigo e veio me dizer que ele negava ter ficado comigo “imagina, aquela gorda”, porém com 17 anos fui pra São Paulo visitar uma prima, e ela me apresentou um amigo, que tres meses depois viria a conversar comigo no msn, e dois meses depois sai de Maringá-PR, fui visita-lo em SP, ele veio pra Mga me visitar e conhecer minha familia, começamos então a namorar, emagreci, voltei a engordar…engordar…engordar, mas mesmo assim, com cinco anos e quatro meses de namoro, ele largou tudo em SP e veio pra minha cidade, e apois mais alguns meses de namoro não mais a distancia, nos casamos em outubro do ano passado. Ele diz que me acha linda, que me ama, que sou a princesa dele…ele é moreno, de olhos verdes…lindo, lindo, lindo…e….eu sou a princesa dele. É claro, as vezes dá aquela depre de não emagrecer, mas hj me amo, me acho bonita, e depois que a Carla Manso me abriu os olhos, não tenho mais vergonha quando alguem disser…vc é uma modelo pra gordos…sou sim chuchu….lindissima, show de bola e cheia de estilo!!!Obrigada Carlaaa, por tudo…beijosss

  32. Adriana diz:

    Carla, incrivel como você tem o dom de estimular a gente. Estava lendo o seu relato e pensando: Como fui perder tanto tempo me preocupando em emagrecer para me sentir digna de ser aceita se quem não me aceitava era eu mesma? Perdi tantos anos escondida dentro de casa ou fazendo tudo para todo mundo (quem sabe assim podia compensar meu excesso de peso) que durante boa parte da minha vida fiz papel de coadjuvante. Parabéns de novo (não é a primeira vez que escrevo), e continue com esse astral maravilhoso, pode ter certeza que é uma injeção de ânimo para quem lê.

  33. luiz diz:

    tenho acompanhado seus posts e gostado muito do que tenho lido ,é preciso que as pessoas vençam a barreira do preconceito e nada melhor do que inteligência e bom humor para que isto ocorra .Parabéns pelo blog ,pela coragem e pela beleza ,afinal achei voce linda tanto por fora como por dentro …continue assim . Um beijo de um humilde admirador……………

  34. Luis Augusto diz:

    Minha prezada Carla.Parece até que trabalhamos juntos. Eu, no meu consultório de psicanálise e, você, na mídia.
    Eternos parabéns pelo seu trabalho de elevar a auto estima
    dessa turma toda.

  35. Débora Fernandes diz:

    Toda vez que me envolvo com alguem me sinto na obrigação de estar magra pra pessoa não me achar gorda e essa insegurança com o corpo acaba passando pro relacionamento que acaba logo e triste e ansiosa como mais ainda engordo …ateh aparecer outro e o ciclo continuar.Hoje graças a Deus , tenho auto-confiança suficiente , até a modestia esqueci de lado para me valorizar mais , senão eu não vivio o que eu qria e sim a expectativa da outra pessoa !!! Muito legal cada história aqui !!!bjss

  36. Erika Gobbi diz:

    Carla, seu blog é simplesmente incrivel e me surpreende a cada post! Achei muito legal as fotos dos seus ex e me fez lembrar de algo que acontece todos os dias. Todo mundo acha que por ser gordinha, temos que “ser escolhidas” e nunca escolher. Vc provou que gordinha também fica com homem bonito (afinal seus 3 ex são homens bonitos) e fechou com chave de ouro com a fotos dos seus pés e do seu filho – o AMOR MAIOR. Sou mãe e me identifico demais com o que vc pensa e pelo que passou. Parabéns pelo blog. Muitos beijos prá vc e seu filhote! Sucesso, saúde e muito amor prá vcs…

  37. Kelly Medeiros diz:

    Carla kd vc??? toda terça -feira eu acesso o blog pra saber as novidades!!! aparece logo contando mais sobre o nosso FastMundo huahauahuah

  38. Marina diz:

    Amei o post, Carlinha! Mt bom mesmo =*

  39. Dani diz:

    Admiração…
    Isto é o que sentimos cada dia mais…
    Parabéns Amiga!!!
    Beijos
    Dani Zillig

  40. Alex diz:

    Gostaria de registrar a admiração pelo seu trabalho.
    Parabéns! São ótimas suas argumentações, que levam ao leitor a reflexão de conceitos e auto-estima e admiração ao próximo.
    Muito Sucesso é o que lhe desejo.

  41. Sorria Sempre diz:

    Meu Deus! Porque demorei tanto tempo de ler isso, saí de um casamento muito difícil , porém que me deixou um fruto que é a razão da minha vida.
    E hoje fui trocada por um “magra” por um cara todo malhadão que já estava começando a gostar, mais a partir dessas linhas que acabei de lê minha visão, já é outra quem perdeu foi ele e quem ganhou foi eu, porque agora eu vou escolher quem eu quero de acordo com meus pré requisitos.
    Desejo a você PAZ, SAÚDE E QUE DEUS NÃO CESSE AS BÊNÇÃOS EM TI E SUA FAMÍLIA.

    E meu muito obrigada!

    Sorria Sempre.

  42. Carol diz:

    Adorei seu blog e esse texto faz qq um refletir sobre o que realmente importa na vida… um texto super gostoso de ler, sem mágoas, mto bom mesmo!!!
    bjs*

  43. Aline diz:

    Adorei esse texto…
    Com certeza, precisava e muito ler algo assim.
    Mas, ainda preciso interiorizar!!! =)
    Chego lá!
    Parabéns pelo seu trabalho!
    Beijos!

  44. Rosi diz:

    Podia contar a história (minha) de uma gordinha triste, mas nem cabe nesse blog, cheio de determinação, amor próprio, simpatia e matérias bem registradas, não pelo português bem escrito, mas pelas mensagens que são transmitidas…

    Estou literalmente apaixonada pelo seu trabalho!!!
    PARABÉNS!!!

  45. sheila diz:

    Oi Carla,adorei essa mensagem e sei como é difícil se relacionar quando se esta acima do peso,ja fui gordinha,emagreci por conta de muitos apelidos que recebia no colégio,Hoje sou magra mais não sou feliz, achei que quando emagrecesse encontraria a felicidade me enganei.Tenho uma prima que esta acima do peso ela tem o Rosto lido,e hoje depois de tantos anos ela esta namorando e eu achando que quando emagrecesse acharia alguém, me enganei.

  46. Erica de Araujo diz:

    Oi Carla, minhas histórias da adolescência condizem bastante com as suas.. É, ser gordinha não é fácil…Eu pelo menos não me lembro de ser magra, mas hoje não posso dizer que não sou feliz, pois sei que a pessoa que gostar de mim precisa me aceitar como sou.. Fico muito feliz por você e uma hora encontraremos a nossa parte complementar.. Parabéns pelo seu trabalho e coragem!! Abraços

  47. Dulcy diz:

    Oi Carla, ler tudo isso me deu uma lição q estava precisando, terminei no ultimo domingo um namoro q estava me matando aos poucos, eu bancando tudo, nossas saidas, nosso dia a dia, dentre outras coisas, n recebia carinho, estava me sentindo usada mas continuava pois n me achava capaz de conseguir outra pessoa!Após ser muito maltratada psicologicamente e gastar muito dinheiro decidi, me valorizar e terminar tudo!Depoisde ler seu blog tenho mais certeza do q fiz e me sinto mais forte p me manter firme na decisão!bjs e sucesso

  48. Alex diz:

    Oi, eu te vi no programa…nossa você é linda!!!! Meu nome é Alex, 40 anos, separado, 2 filhos. Tudo o que você disse nesse blog é real, é sincero, é verdadeiro e me tocou muito, passei a refletir mais sobre como viver a vida. Acho que estava mesmo precisando desta sua experiência. Você deve estar pensando: é homem? e o que ele tá fazendo aqui? Lendo meu blog? Rsrsrsrs. Aqui vai algumas respostas: sou homem e me interessei por você! Quer saber mais? Escreva-me.

  49. Boa tarde.
    Me chamo William Pereira moro noRJ estou no face da Claudia Ferreira adorei seu blog e sua historia nem preciso mencionar o quanto vc e importante pra muita gente. PARABENS

  50. ANA CARMEM DA COSTA ALVES diz:

    AI GENTE EU ADOREI, TUDO QUE CARLA ESCREVEU, EU GOSTO DE SER QUEM SOU,SOU GORDINHA,CURTO ISSO NUMA BOA,ADORO E ADMIRO CADA DETALHE EM MEU CORPO,TENHO 23 ANOS,MEU MANEQUIN E 48, SOU MUITO SEGURA EM RELAÇAO A MULHER QUE SOU….BJS CARLA ADOREI,VOCE E LINDA….

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